História

Conheça aqui um pouco da história de Rincão

Em 1884, correndo rumores de que a Companhia Paulista de Estrada de Ferro iria estender seus trilhos até o “rincon”, proprietários de terras, inteirando-se do local exato por onde passariam os trilhos, fundaram em Paciência uma vila, construíram uma capela e deram ao lugar a denominação de Rincão. A povoação fica situada margem à direita do Córrego da Paciência, na Fazenda São José da Cachoeira. Foram fundadores o próprios donos da referida Fazenda, cujas terras se estendiam até o local da Vila em fundação. Eram eles: João Caetano Sampaio, Luís Caetano Sampaio e Francisco Caetano Sampaio. A 1 de abril de 1892 a Companhia de Estradas de Ferro concluiu o assentamento dos trilhos e deu por inaugurada a Estação de Rincão. Pela Lei nº 1914, de 24/12/1909, foi criado o Distrito de Paz de Rincão, na condição de Distrito, vinculado ao Município de Araraquara, permaneceu até 24 de dezembro de 1948, quando foi sancionada a Lei que criou 64 novos Municípios no Estado de São Paulo, entre eles RINCÃO. Em 13 de março de 1949 realizou-se a 1ª Eleição para a escolha do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores Municipais, cujos eleitos foram empossados em 26 de março do mesmo ano. Sua base econômica original, foi a agricultura, situação que persiste até a atualidade.

O NOME DE RINCÃO – proveio de expressão gaúcha “rincon”, que significa um lugar naturalmente abrigado, quer por rios, morros ou matas ou mesmo simplesmente qualquer trecho da campanha gaúcha, onde haja arrio, capões ou qualquer mancha de mato. Foram tropeiros gaúchos que antes da criação do Distrito de Paz lhe deram essa denominação, pois, naquele tempo, passavam, pelas terras desta região, conduzindo tropas de animais para serem vendidos e o lugar onde costumavam acampar era servido por um córrego de cada lado e protegido por morros e matas. Esse local é onde fica a fazenda São José da Cachoeira, sendo que o sítio da atual cidade era denominado Paciência, nome hoje conservado pelo córrego que margeia a zona urbana.

O Brasão de Armas do município de Rincão, idealizado pelo Dr. Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, assim se descreve: Escudo redondo, partido. O primeiro, de ouro, com uma cruz, do calvário, encimando uma faixeta ondada, tudo de blau. O segundo, degoles, com três estrelas de cinco pontas, de ouro, dispostas em pala. O escudo é encimado por coroa mural de prata em oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes, à dextra, um ramo de cefeeiro folhado e frutado e à sinistra uma haste de cana-de-açúcar folhada, encruzadas e carregadas ao pé de espigas de arroz, tudo ao natural. Listel de goles, com o topônimo “RINCÃO” em letras de ouro.


O Brasão de Armas ora instituído tem a seguinte interpretação:

I – O escudo redondo, ou ibérico, era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção constitui homenagem do Município de Rincão aos primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Pátria.


II – O metal ouro tem o significado heráldico de riqueza, esplendor, generosidade, nobreza, glória, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando, indicando a esperança do nobre povo de Rincão em futuro próspero e glorioso.


III – A Cruz do Calvário de Blau (azul), evoca a profunda fé cristã do povo de Rincão e a humilde capela que presidiu ao nascimento do povoado. A faixeta ondada, também em blau (azul) representa a riqueza hidrográfica do Município e em especial o córrego da Paciência, a cujas margens surgiu a cidade.


IV – A cor Blau (azul), é símbolo de justiça, formosura, doçura, nobreza, perseverança, glória, virtude, lealdade, zelo e firmeza incorruptível, aludindo aos atributos de administradores e munícipes.


V – A cor goles (vermelho), designa audácia, valor galhardia, nobreza, conspícua, valentia, intrepidez, vitória e honra, representando a coragem dos primitivos povoadores da região, que não se atemorizaram diante dos numerosos obstáculos e sua luta constante pelo engrandecimento de Rincão.


VI – As estrelas significam esplendor e nobreza, luz nas trevas da noite, guia seguro, luminoso futuro, aspiração a coisas superiores e a ações sublimes, indicando que com a firme orientação dos administradores, poderá Rincão aspirar a um futuro grandioso.


VII – A coroa mural é o símbolo da emancipação política é de prata, com oito torres, das quais apena cinco estão aparentes, constitui a reservada às cidades, as portas abertas de sable (preto), evidenciam o caráter hospitaleiro do povo de Rincão.


VIII – O ramo cafeeiro, a haste de cana-de-açúcar e as espigas de arroz, atestam a fertilidade das terras generosas de Rincão, de que constituem importantes produtos.


IX – No listal, o topônimo “RINCÃO” identifica o Município.





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